sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Aparelho desenvolvido pela Nasa é usado em fisioterapia

Até que ponto sabemos sobre evidências científicas e repercussões a longo prazo desse tipo de prática? vale a reflexão...
Renata
Aparelho desenvolvido pela Nasa é usado em fisioterapia

Notícias de Fisio...

FONTE: http://www.istoe.com.br/reportagens/184561_A+ESPERANCA+DA+CELULA+TRONCO+CHEGA+A+MAIS+BRASILEIROS?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

A esperança da célula-tronco chega a mais brasileiros

Estudo pioneiro que fez ex-policial paraplégico voltar a andar será repetido em oito centros no País, levando a promessa de recuperação a dezenas de outros pacientes

Monique Oliveira

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"Não desistam! Caí de uma laje há nove anos e fui obrigado a aceitar que nunca
mais voltaria a andar. Mas não me descuidei e continuei com a fisioterapia. Hoje,
vejo que todo aquele esforço valeu a pena. Minha vida mudou radicalmente outra
vez, embora a luta continue. Vou começar aula de Pilates e tentar ganhar massa
muscular para recuperar o equilíbrio. Também quero servir de exemplo a outras
pessoas. Por favor, não desistam!”
Maurício Ribeiro, 47 anos, ex-policial que voltou a andar após ser submetido à terapia com células-tronco
Uma notícia impressionante surpreendeu o Brasil em 2011: o ex-policial baiano Maurício Ribeiro, 47 anos, paraplégico há nove, recuperou parte dos movimentos das pernas e voltou a andar com a ajuda de aparelhos. A façanha foi resultado de uma experiência liderada por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na Bahia, e tornou-se uma das primeiras a demonstrar resultados efetivos de terapias à base de células-tronco para tratar lesões na medula espinhal. 

Em 2012, a esperança é de que outros pacientes obtenham o mesmo sucesso de Maurício. O estudo terapêutico será levado a outros oito centros do País , financiados pelo Ministério da Saúde e BNDES. Ao todo, estima-se que 200 brasileiros farão parte da pesquisa. Além do existente na Bahia, serão quatro laboratórios em São Paulo (um no interior) e outros em Curitiba, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. O custo por paciente, que será pago pelo governo, será de aproximadamente R$ 20 mil. 

Embora os cientistas tentem frear o otimismo promovido pe­la recuperação de Maurício – os pesquisadores receberam de­zenas de pedidos de outros pacientes para serem submetidos à terapia –, os resultados apontam que o tratamento com células-tronco já é uma realidade no Brasil. Na própria Fiocruz de Salvador, os pesquisadores também tiveram sucesso com a aplicação dessas estruturas para a regeneração do fígado em casos de cirrose hepática. Outro trabalho, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, apresentou progressos animadores no tratamento de paralisias decorrentes de acidente vascular cerebral. No experimento do qual fez parte o ex-policial, todos os pacientes apresentaram uma melhora sensível na qualidade de vida após o implante de células-tronco, embora o único a ter dado alguns passos tenha sido Maurício. “Mas a maioria conseguiu sentir as pernas, alguns ficaram de pé e outros começaram a controlar as funções da bexiga e do esfíncter”, diz Ricardo Ribeiro dos Santos, coordenador do projeto.

Os participantes do estudo são pacientes que perderam a conexão entre o cérebro e os membros inferiores após grave lesão na medula espinhal. “Não é possível verificar, mas acreditamos que conseguimos recuperar parte dessa conexão”, diz Milena Botelho, uma das pesquisadoras do projeto da Fiocruz. Além da paralisia, a lesão provoca diminuição da força, perda da sensibilidade e do controle sobre o intestino e a bexiga. O implante de célula-tronco pode ser realizado seis meses após o início da paraplegia, quando o quadro do paciente já se encontra estável. 

No procedimento, células-tronco mesenquimais (já adultas) são retiradas da medula óssea presente no osso do quadril, cultivadas durante 30 dias e aplicadas no paciente diretamente no local da lesão medular por meio de um procedimento cirúrgico. “Acredita-se que essas células se integram às da lesão, sendo capazes de regenerá-las”, disse à ISTOÉ a pesquisadora Aileen Anderson, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Em 2005, ela conseguiu o mesmo feito da pesquisa brasileira, mas em ratos. 

Apesar de os cientistas acreditarem que parte da lesão deixou de existir, a recuperação desses pacientes não é homogênea. “Cada um responde de uma maneira. Uma célula é diferente da outra. Algumas envelhecem mais rápido”, explica Santos. O trabalho, realmente, é intenso. Junto com pesquisadores, outros profissionais participam do projeto. Fisioterapeutas, neurocirurgiões, hematologistas, especialistas em dor, cardiologistas, infectologistas, educadores físicos e nutricionistas se revezam para acompanhar a evolução dos participantes.

A fisioterapia é a mais trabalhosa, já que a paralisia provoca atrofiamento dos músculos. Por isso, são necessárias duas sessões de exercícios por dia para fazer com que os músculos sustentem o corpo novamente. “Elaboramos um programa especial para essa recuperação”, explica a fisioterapeuta Cláudia Bahia, da Clínica de Atenção à Saúde, responsável pelo acompanhamento de Maurício. “Ele ajuda o paciente a ultrapassar os limites antes impostos pela paralisia.”
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

FinalSports - Internacional faz parceria com universidades e promoverá cursos em 2012

FinalSports - Internacional faz parceria com universidades e promoverá cursos em 2012

Com edições em 2010 e 2011, o Programa de Formação em Gestão do Esporte é uma iniciativa inovadora. O sucesso dos cursos já realizados evidencia que o vínculo entre teoria e prática proporciona uma formação diferenciada para aproveitar as oportunidades geradas pela expansão do esporte às vésperas da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

14-F FISIOTERAPIA: Projeto de Lei do Senado altera dispositivos da Le...

14-F FISIOTERAPIA: Projeto de Lei do Senado altera dispositivos da Le...: Levo ao conhecimento dos habituais seguidores e visitantes do Blog 14-F FISIOTERAPIA o comunicado recebido em 06/12/201, enviado pelo Dr. El...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

MARP, mais um texto que vale a leitura....

Recebido de Marcia Castanho Lavaqui Gonçalves 
A  EMPATIA TÁTIL PERMITE DECODIFICAR AS MENSAGENS DO CORPO.

Antes de pensar, as mãos do Terapeuta Morfoanalista captam quando no corpo do paciente não há espaço e que tudo está apertado, fossilizado, petrificado.O TM escuta os gritos de todas as partes do corpo: a pele, os músculos, os ligamentos, as vísceras...A presença sensorial do paciente no corpo é fundamental para permitir a profundidade e a eficácia das técnicas utilizadas. Como medir a presença no momento do toque? É a nossa mão que nos informa. A mão do TM é ativa e procura o contato com seu paciente. Sabe reconhecer quando o mecanismo  defensivo "não sentir para não sofrer" está ativado. Os toques do terapeuta transmitem ao paciente a coragem para entrar neste diálogo corporal: então a comunicação infra-verbal se estabelece.

Quando o sistema sensorial está congelado os intercâmbios respiratórios e celulares estão diminuídos.
Com esta marcha metabólica inibida as tensões musculares aumentam e a consequência natural é o desenvolvimento dos tecidos fibrosos e a rigidez. O TM pressente claramente que por trás dessa esclerose tissular se esconde um sofrimento; e sua empatia tátil lhe permite entrar em contato com essas feridas e núcleos traumáticos encapsulados no corpo.

Sensações de peso, de achatamento, de volume, o frio dos pés, o calor inflamatório dos joelhos, a aderência de uma cicatriz, a hipertonicidade dos trapézios, a fibrose dos ísquios-tibiais, são percepções que fazem sentido e guiam o processo elaborativo do terapeuta. Esta capacidade associativa do terapeuta que une as sensações com os pensamentos é indispensável para ajudar o paciente a recuperar os bloqueios e liberar as tensões. A integração equilibrada de todos os elementos teóricos e técnicos do quadro permite ao Terapeuta Morfoanalista se deixar guiar pela inteligência da mão para uma escuta sensível e um gesto terapêutico criativo.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Resoluções do COFFITO

Newsletter 28/11/2011
Coffito publica novas resoluções
O Diário Oficial da União (DOU) de quinta-feira (24), trouxe novas resoluções importantes determinadas pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO). Entre outras providências, as resoluções se referem a diversas especialidades dos fisioterapeutas e dos terapeutas ocupacionais. No total, foram publicadas 17 novas resoluções (Veja a baixo).
* Resolução nº 393, de 3 de agosto de 2011: Disciplina a Especialidade Profissional do Fisioterapeuta no exercício da Especialidade Profissional em Acupuntura/MTC (Medicina Tradicional Chinesa) e dá outras providências.
* Resolução nº 394, de 3 de agosto de 2011: Disciplina a Especialidade Profissional de Fisioterapia Dermatofuncional e dá outras providências.
* Resolução nº 395, de 3 de agosto de 2011: Disciplina a Especialidade Profissional de Fisioterapia Esportiva e dá outras providências.
* Resolução nº 396, de 18 de agosto de 2011: Disciplina a Especialidade Profissional de Fisioterapia Neurofuncional e dá outras providências.
* Resolução nº 397, 3 de agosto de 2011: Disciplina a Especialidade Profissional de Fisioterapia Oncológica e dá outras providências.
* Resolução nº 398, 3 de agosto de 2011: Disciplina a Especialidade Profissional de Osteopatia e dá outras providências.
* Resolução nº 399, 3 de agosto de 2011: Disciplina a Especialidade Profissional de fisioterapia em Quiropraxia e dá outras providências.
* Resolução nº 400, 3 de agosto de 2011: Disciplina a Especialidade Profissional de Fisioterapia Respiratória e dá outras providências.
 
* Resolução nº 401, de 18 de agosto de 2011: Disciplina a Especialidade Profissional de Fisioterapia na Saúde da Mulher e dá outras providências.
* Resolução nº 402, de 3 de agosto de 2011: Disciplina a Especialidade Profissional de Fisioterapia em Terapia Intensiva e dá outras providências.
* Resolução nº 403, de 18 de agosto de 2011: Disciplina a Especialidade Profissional de Fisioterapia do Trabalho e dá outras providências.
*Resolução nº 404, de 3 de agosto de 2011: Disciplina a Especialidade Profissional de Fisioterapia Traumato-Ortopédica e dá outras providências.
* Resolução nº 405, de 3 de agosto de 2011: Disciplina o exercício Profissional do Terapeuta Ocupacional na Especialidade Profissional Terapia Ocupacional.
* Resolução nº 406, de 7 de novembro de 2011: Disciplina a Especialidade Profissional Terapia Ocupacional nos Contextos Sociais e dá outras providências.
* Resolução nº 407, de 18 de agosto de 2011: Disciplina a Especialidade Profissional Terapia Ocupacional em Saúde da Família e dá outras providências.
*Resolução nº 408, de 18 de agosto de 2011: Disciplina a Especialidade Profissional Terapia Ocupacional em Saúde Mental e dá outras providências.
* Resolução nº 411, de 7 de novembro de 2011: Dispõe sobre o desconto para pagamento de anuidades no mês de janeiro e fevereiro de 2012.
 
Sistema COFFITO-CREFITOs comemora o lançamento do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência
O governo federal lançou no dia 17 de novembro, o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o Viver Sem Limite, que reúne ações estratégicas em educação, saúde, cidadania e acessibilidade. O Sistema Coffito/Crefitos vibrou com o lançamento, pois a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional são fundamentais para o sucesso do programa.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45,6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência, o que corresponde a 23,91% da população brasileira. Com o Viver Sem Limite, o governo pretende promover a inclusão social e a autonomia da pessoa com deficiência, eliminando barreiras e permitindo o acesso a bens e serviços.
Durante o lançamento do plano, a presidente Dilma Rousseff ressaltou a importância da autonomia na vida das pessoas com deficiências. E defendeu que todos os brasileiros tenham condições de desenvolver todas as suas potencialidades. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, afirmou que o Viver Sem Limite articula e organiza ações já desenvolvidas no âmbito do governo federal, que foram aprimoradas e fortalecidas para eliminar barreiras e permitir o acesso da população com deficiência a bens e serviços. “É o reconhecimento da responsabilidade do Estado brasileiro, uma responsabilidade irrenunciável”, finalizou a ministra.
O presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de São Paulo (Crefito 3), professor Gil Lúcio Almeida e o Dr. Marcelino Martins, representaram o Sistema COFFITO-CREFITOs na cerimônia.
Entenda o Plano:
O secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antônio José do Nascimento Ferreira, explicou que o Viver Sem Limite tem metas para serem alcançadas até 2014, com previsão orçamentária de R$ 7,6 bilhões. As ações previstas serão executadas em conjunto, por 15 órgãos do governo federal, sob a coordenação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
Educação - Nesta área o plano prevê a ampliação do acesso dos alunos com deficiência à escola, saltando de 229.017 para 378 mil o número de crianças e adolescentes nas salas de aula. Outra medida é adequar as escolas públicas e as instituições federais de ensino superior às condições de acessibilidade.
O Viver Sem Limite determina ainda a implantação de novas salas de aula com recursos multifuncionais e a atualização das salas já existentes, e a oferta de até 150 mil vagas para pessoas com deficiência nos cursos federais de formação profissional e tecnológica.
Saúde - No chamado eixo Saúde, está prevista a ampliação e qualificação da triagem neonatal com a inclusão de dois novos exames no teste do pezinho, além da implantação completa do exame em todos os estados até 2014. O plano também estabelece a implantação de 45 centros de referência em reabilitação, garantindo atendimento das quatro modalidades: intelectual, física, visual e auditiva.
Outra medida refere-se ao atendimento odontológico, com um aumento em 20% no financiamento do SUS para 420 centros de especialidades odontológica. O governo também pretende formar 660 novos profissionais de saúde em órteses e próteses até 2014 para atuar nas oficinas ortopédicas que serão criadas. A expectativa é aumentar em 20% o fornecimento de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção.
Inclusão social - O trabalhador que perder o emprego voltará a receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A garantia está no Viver Sem Limite, que também permite que a renda da aprendizagem seja acumulada com a do BPC. Outra ação prevê a busca ativa e o encaminhamento ao mercado de trabalho de 50 mil beneficiários.
Acessibilidade – Prevê a construção e 1,2 milhão de moradias adaptáveis pelo programa Minha Casa, Minha Vida 2. As obras de mobilidade urbana da Copa do Mundo 2014 e do PAC 2 também serão adaptadas aos portadores de deficiências.
Outras medidas preveem a implantação de cinco centros tecnológicos de formação de instrutores e treinadores de cães-guias, microcrédito pelo Banco do Brasil para aquisição de produtos de tecnologias assistivas no valor de até R$ 25 mil e juros de 0,64 ao mês e desoneração tributária de R$ 609,84 milhões até 2013 sobre esses produtos.
 
 
Fisioterapeuta e Terapeuta Ocupacional atuam na equoterapia
 
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) aprovou um projeto de lei que regulamenta a prática da equoterapia como método terapêutico e educacional. A proposta, de autoria do senador Flávio Arns, dispõe sobre a utilização do cavalo em abordagem interdisciplinar nas áreas da saúde, educação e equitação para estimular o desenvolvimento biopsicossocial da pessoa com deficiência. De acordo com a proposta, o centro de equoterapia deverá ter personalidade jurídica, alvará oficial, instalações adequadas, bem como equipe mínima composta por um profissional de equitação, um fisioterapeuta e um psicólogo. A proposta também exige manutenção adequada, bom adestramento e boas condições de saúde dos cavalos.
 
A equipe multiprofissional e interdisciplinar especificamente qualificada para a sua prática é composta por: médico; fisioterapeuta; psicólogo; terapeuta ocupacional; fonoaudiólogo; professor de educação física; pedagogo e profissional de equitação.
 
Ao justificar o projeto (PLS 264/2010), o autor Afirmou que as técnicas da equoterapia promovem benefícios físicos, psicológicos e educacionais aos praticantes, além de propiciarem novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima.
 
Após ser transformada em lei, prevê a proposta, a matéria será regulamentada por comissão especial da qual fará parte representante de entidade civil de notória atuação e especialização na prática da equoterapia no Brasil. Agora, o projeto será examinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e, em caráter terminativo, pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
 
Valorização profissional
 
A pesquisa “Levantamento das Estruturas de Custo dos Serviços de Fisioterapia e Terapia Ocupacional” realizada pelo Coffito em parceria com a FGV Projetos continua disponível no site do Conselho Federal (www.coffito.org.br) e dos regionais para participação dos profissionais. O questionário contém perguntas detalhadas sobre a estrutura de custos dos prestadores de serviços de fisioterapia e terapia ocupacional.
 
A Fundação Getúlio Vargas orienta os profissionais a responderem todas as questões de cada página, pois o sistema não permite a passagem para a página seguinte se todas as questões da página anterior não tiverem sido respondidas. No caso de instituições privadas, é necessário que os responsáveis pela contabilidade compartilhem com os demais as informações necessárias para responder as questões.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Alongamento evita dores causadas pela repetição de movimentos

Alongamento evita dores causadas pela repetição de movimentos

Notícias de Fisio...

Oportunidade de ingressar no mercado da saúde

3 de Dezembro de 2011 20h26
Jussi Moraes - jussi@engeplus.com.br

Até o dia 20 de dezembro os profissionais formados em educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, nutrição, odontologia e psicologia poderão se inscrever no processo seletivo para o programa Residência Multiprofissional realizado pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), em parceria com a secretaria do sistema de Saúde de Criciúma. As inscrições podem ser feitas na Unidade Acadêmica de Ciências da Saúde, no bloco da Saúde da Unesc, das 13h30min às 17 horas, de segunda à sexta-feira.

Os profissionais que farão parte do programa poderão atuar no Programa de Saúde da Família (PSF). As vagas disponíveis são uma para o curso de educação física, duas para enfermagem, uma para farmácia, uma para fisioterapia, uma para nutrição, uma para psicologia e duas para odontologia. Os selecionados serão entrevistados nos dias 13 e 14 de fevereiro, das 8 horas às 12 horas e das 13 horas às 17h30min. Os trabalhos terão início está no dia 27 de fevereiro de 2012. Mais informações no site da universidade.

Colaboração: Kênia Pacheco/ Comunicação Criciúma

domingo, 27 de novembro de 2011

Notícias de fisio

25/11/2011 10:17

Fabio Trad quer fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais no Programa Saúde da Família

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Dirceu Martins
O deputado federal Fabio Trad (PMDB) lidera o PMDB na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara Federal para a aprovação do relatório do Projeto de Lei que Inclui os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais no Programa Saúde da Família (PSF).
"A Fisioterapia  e a Terapia Ocupacional  são  determinantes  para a  preservação e garantia de qualidade de vida e a saúde das pessoas. É preciso valorizar efetivamente estas categorias profissionais que precisam ser reconhecidas, oficialmente, nos programas de saúde patrocinados pelo Estado Brasileiro", afirmou Trad.
A atenção prestada pelo PSF deve estar ancorada em princípios como a integralidade e a universalidade, o que implica um trabalho dentro da perspectiva da multidisciplinaridade da assistência à saúde.
A inclusão desses profissionais no PSF possibilitará a incorporação de um saber específico que poderá ser compartilhado com os demais profissionais integrantes das equipes multiprofissionais, possibilitando a prestação de ações básicas de prevenção de incapacidades e de ações de reabilitação e ressocialização de pessoas com alguma incapacidade instalada, proporcionando qualidade de vida dos indivíduos e da família.
(Com informações da Assessoria)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

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Notícias de Fisio...

Projeto Fisioterapia Itinerante cuida de moradores da periferia de São Paulo
Além de fisioterapeutas, equipe complementar com nutricionista, psicólogo e terapeuta ocupacional reuni-se ao grupo para orientar pacientes.

O ônibus transformado em clínica popular - Projeto Fisioterapia Itinerante - atende os moradores de bairros periféricos da Zona Sul de São Paulo. Os pacientes são encaminhados por médicos da região e atendidos com hora marcada, tanto para indicações de tratamentos de fisioterapia mais comuns, como para tratamentos das áreas neurológica e ortopédica.

A convivência diária com os pacientes aproximou a equipe na identificação de várias outras necessidades da população. Maria de Las Gracias Franceshini - idealizadora do Projeto - constatou ainda que um grande número de pacientes com dores na coluna, articulações, tendões e musculatura estavam acima do peso ideal. Por esta razão, resolveu incorporar uma nutricionista, especialista em saúde pública e nutrição clínica. Na sequência, veio um psicológico e uma terapeuta ocupacional que foram incorporados ao Projeto. A terapia ocupacional ajuda os pacientes na adequação das necessidades diárias em suas casas. São casos de pacientes, por exemplo, que após um AVC – Acidente Cardio Vascular – não conseguem abrir torneiras, passar roupa, lavar pratos, calçar sapatos e até vestir-se sozinhos. O objetivo é criar condições para que o paciente tenha a maior autonomia possível dentro do quadro da sua doença.

O que faz a diferença no atendimento do Projeto é que cada um recebe atenção e é tratado com dignidade. Na maioria, são pessoas simples que precisam recuperar a capacidade de trabalho rapidamente, estão sendo prejudicadas pela dor e o objetivo é ajudá-las a voltar para a ativa. Entre os pacientes, estão trabalhadores, donas de casa, idosos, jovens e crianças.

No ônibus, além dos pacientes moradores da região, são atendidos moradores de outros bairros que atravessam a cidade para chegar à clínica móvel. Uma minivan também foi anexada ao Projeto para atender acamados, com impossibilidade de locomoção, domiciliados próximos aos locais onde o ônibus estaciona.

Para a manutenção do Projeto é cobrada uma taxa de R$ 12,00 pela sessão de fisioterapia. Nutricionista, psicólogo e terapeuta ocupacional atendem com valores simbólicos para permitir o acesso de quem necessita.

O ônibus/clínica atende em São Paulo, no horário das 8h às 14h, nos seguintes dias e locais: Segundas-feiras - Estacionamento do supermercado Makro - R. Domingas Galleteri Blotta, s/no, ao lado do shopping Interlagos / Terças e quintas - Paróquia Nossa Senhora Aparecida - R. Serafim Ciuvalschi, s/no, Grajaú / Quartas e sextas - Associação de Moradores Saber Viver - R. Rainha das Missões, 206, Vila Missionária. Por enquanto, somente às quintas-feiras, no Grajaú, são realizados os outros atendimentos, mas sempre com hora marcada.

Projeto Fisioterapia Itinerante - tel.: (11)5681-4374 / e-mail: fisioitinerante@terra.com.br 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

RECONSTRUÇÃO ANATÔMICA DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR COM DUPLA BANDA: ESTUDO PROSPECTIVO COM SEGUIMENTO DE DOIS ANOS

Segue Link de artigo novinho enviado por uma querida leitora do Blog (Valeu Carla!!!!!)  Aí em baixo os autores....

Julio Cesar Gali
1
, Maurício Sante Bettio Mod
2
, Hélio Massahiro Mimura
2
, Walberto Kushiyama

http://www.rbo.org.br/materias/2011/revistas_040511/reconstrucao-anatomica-do-ligamento/reconstrucao-anatomica-do-ligamento.pdf

Mais Isostretching... Parte 2

Mais exercícios.... Depois faço uma parte 3... 
Figura 1Aproximar as palmas das mãos e dedos, orientando as mãos e as pontas dos dedos para frente, ao lado e para trás. (Figura 1)

Estender as pernas, manter entre as mãos uma bola e afastá-la dos glúteos exercendo uma pressão. (figura 2)

Figura 2
Figura 3

Sentada: 
As pernas fletidas com os joelhos unidos, pés apoiados no solo, os braços estendidos e ombro em abduzido em 90º, com o punho e dedos estendidos. (figura 3)
Correção:
Manter a anteversão pélvica, coluna vertebral ereta e manter os braços na mesma posição evitando a rotação externa.
Ação:
•Manter tronco alinhado.
•Deprimir as escápulas contraindo a musculatura da cintura escapular.
•Contrair isometricamente glúteos e paravertebrais.

•Expirar profundamente.

Sentada: 
As pernas estendidas e quadril abduzido com o pé em dorsiflexão. Braços estendidos e ombro em abdução em 90º, com o punho e dedos estendidos.

Correção:
•Manter a dorsiflexão dos pés, a coluna vertebral ereta e a cabeça alinhada.
Ação:
•Realizar a anteversão pélvica.
•Manter o tronco alinhado.
•Estender ligeiramente os ombros aduzindo as escápulas.

Modificar:
•Realizar abdução e rotação externa de ombro, com os cotovelos fletidos, posicionando as palmas das mãos atrás da cabeça.
•Expirar profundamente.

FONTE: REDONDO, Bernard. Isostretching – A ginástica da coluna. Skin: Piracicaba, 2001.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Notícias de Fisio...

01/11/2011 14h24 - Atualizado em 01/11/2011 15h13

Hospital público de PE ganha novo centro de reabilitação e enfermaria
Espaços são destinados ao atendimento em traumatologia e ortopedia.
Expectativa é atender, por mês, cinco mil pacientes de todo o Estado.


Dois novos espaços nas áreas de traumatologia e ortopedia foram inaugurados, nesta terça-feira (1º), no Hospital Getúlio Vargas (HGV), no bairro do Cordeiro, no Recife. O Centro de Reabilitação possui equipamentos de fisioterapia para ajudar pacientes que sofreram acidentes de motos ou carros. Já a enfermaria traumato-ortopédica vai acolher 30 pacientes que precisarem de atendimento pós-operatório no HGV.

De acordo com a gerente do Núcleo de Apoio Técnico do Hospital Getúlio Vargas, Walkyria Spíndola, a expectativa é atender, por mês, cinco mil pacientes de todo o Estado no Centro de Reabilitação. “Estamos com vários serviços novos, como a parte de fisioterapia respiratória. Antes só atendíamos adultos, e hoje não temos restrição de faixa etária, vamos atender da criança ao idoso”, conta.

O chefe do setor de traumatologia e ortopedia, o médico Gustavo Souza Leão, disse que o tempo de espera será reduzido. Até 100 pacientes devem ser atendidos todo mês na nova enfermaria. “Com esse novo espaço estamos tendo um aumento de quase 30% na clínica, para dar vazão à emergência, mas principalmente ao setor de ambulatório”, afirma.

Os pacientes, no entanto, não podem ir direto ao HGV. Eles só são recebidos depois de serem atendidos e encaminhados por médicos de outros hospitais ou postos de saúde
.

Notícias de Fisio...

JORNAL HOJE!!!!
Edição do dia 01/11/2011

Estudantes criam jogo para ajudar pacientes a recuperar movimentos
Batizado de Ikapp, o jogo ajuda pacientes durante os exercícios de fisioterapia. Divertido, o game visa diminuir evasão do tratamento.
Beatriz CastroFortaleza

Alunos do Centro de Informática e do Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal de Pernambuco desenvolveram um jogo, batizado de Ikapp ou acerte o passo, para ajudar pacientes a recuperar movimentos durante a fisioterapia. O game é programado de acordo com as necessidades de cada jogador e torna o tratamento mais atraente, evitando que os pacientes abandonem as sessões.

Luzimar Severino de Araújo se diverte com o vídeo game, mas o que o entretém não é um jogo qualquer. O jogador é um paciente e o jogo funciona como um fisioterapeuta virtual. Os exercícios foram programados para o braço esquerdo, que perdeu parte dos movimentos por causa de um acidente vascular cerebral. “Acho que vai ajudar na recuperação de muitos, tanto de adultos como de crianças”, diz.

O estudante de informática Thiago Menezes explica o funcionamento do jogo: “Pode ser qualquer movimento exigido pelo fisioterapeuta. Pode ser um braço, pode ser os dois braços ao mesmo tempo, uma perna, de acordo com a necessidade do exercício e das restrições de cada paciente”,
Através de um sensor de movimento, o sistema analisa o exercício, faz a comparação com o modelo correto e elabora um relatório detalhado sobre o desempenho do paciente. “Pode analisar também compensações posturais e movimentos errados, que podem causar lesões no próprio paciente”, afirma Alana da Gama, aluna de doutorado de informática.

Um dos maiores problemas para os fisioterapeutas é a evasão dos pacientes. Muitos reclamam da monotonia, da repetição dos exercícios e acabam abandonando o tratamento. Com a ajuda dos games específicos para fisioterapia, os especialistas esperam virar este jogo. O game é programado para corrigir os exercícios na hora. Se o movimento estiver errado, aparece a mensagem na tela e o jogo pára automaticamente. Os fisioterapeutas acreditam que o novo aliado vai incentivar a regularidade dos pacientes na prática dos exercícios.
 

Utilização de Exercícios em Cadeia Cinética Aberta e Fechada na Disfunção Fêmoropatelar por Fisioterapeutas da Cidade do Recife.

UTILIZAÇÃO DE EXERCÍCIOS EM CADEIA CINÉTICA ABERTA E FECHADA NA DISFUNÇÃO FÊMOROPATELAR POR FISIOTERAPEUTAS DA CIDADE DO RECIFE.
Yanna Karla Macário Lopes*; Mercia Alméria Oliveira Alves*; Renata Soraya Coutinho da Costa**.
_____________________________________________________________________________
* Graduandas  do curso Bacharel em fisioterapia pela Universidade Salgado de Oliveira –  UNIVERSO - Campus Recife – PE.
** Fisioterapeuta, Ms em psicologia Clínica, Especialista  em Osteopatia e Traumato -Ortopedia; Docente da Universidade Salgado de Oliveira

Yanna Karla Macário Lopes. Rua Antônio Nogueira, 210, 302. CEP: 50740-290. Cidade Universitária. Recife – Pernambuco. Tel.:  34545712 / 96559959. E-mail: Yanna Karla Macário Lopes, yannamacario@oi.com.br, Mercia Alméria Oliveira Alves, merciaalmeria@hotmail.com,


Utilização de Exercícios em Cadeia Cinética Aberta e Fechada na Disfunção Fêmoropatelar  por Fisioterapeutas da Cidade do Recife.

 RESUMO


O propósito deste estudo foi analisar o nível de conhecimento dos fisioterapeutas da cidade de Recife-PE e aplicabilidade de exercícios em cadeia cinética aberta e fechada no tratamento conservador da síndrome da disfunção femoropatelar (SDFP). Utilizando um total de 31 profissionais, dos quais 14 alegam um retorno satisfatório dos seus pacientes às suas atividades normais, e 14 dizem que apenas 75% dos seus pacientes têm um retorno as suas atividades normais, utilizando em seu protocolo de tratamento os exercícios em cadeia cinética aberta e fechada. Os resultados observados no presente estudo nos fazem concluir: Há utilização equilibrada de exercícios de cadeia cinética aberta (CCA) e cadeia cinética fechada (CCF), no entanto com os exercícios em CCF há maior ativação do músculo Vasto medial obliquo (VMO) bem como parece ser o tipo de exercício em que solicita maior funcionalidade articular. Parte dos exercícios utilizados pelos fisioterapeutas da cidade do Recife, não foram encontrados na literatura pesquisada. Sugerimos novas pesquisas experimentais randomizadas para avaliação da eficácia desses exercícios no tratamento das SDFP, como também a pesquisa em busca de protocolos de tratamento a curto, médio e longo prazo na recuperação de indivíduos portadores da SDFP.

Palavras Chaves: Disfunção patelar; Patela; Exercícios.


1. INTRODUÇÃO

O joelho é uma articulação complexa, tanto anatômica quanto biomecanicamente [1]. Composta por duas grandes articulações denominadas como tibiofemoral e patelofemoral. A superfície articular da articulação femoropatelar é dada pelos elementos ósseos denominados  patela e tróclea [1,2] .
A estabilização da articulação femoropatelar é dada por um sistema integrado de estruturas contráteis e não contráteis, são estas estruturas que permitem a estabilidade da patela [3]. As estruturas estabilizadoras são dinâmicas e estáticas, permitindo que a patela  siga o padrão de movimento durante a flexão e a  extensão tibiofemoral [4] .
A síndrome da disfunção fêmoropatelar (SDFP), consiste numa disfunção patelofemoral tendo como principal sintoma a dor anterior do joelho e posterior a patela, é o tipo de afecção mais comum na clínica e no meio esportivo [1,2,4,5,6]. Mesmo sendo uma disfunção comum e de alta incidência sua etiologia é desconhecida [7]. É bem comum dentre outras características os portadores dessa síndrome apresentarem um desalinhamento do músculo Quadríceps (QDPS), resultando uma  atrofia e redução de força na  porção medial  conseqüente desequilíbrio entre as partes laterais e mediais [7,8] , resultando o mau alinhamento patelar [9].
Clinicamente a SDFP é um distúrbio músculo esquelético, considerado como de causa multifatorial, um desses fatores se relacionam ao músculo QDPS que é um músculo composto por um grupo de cinco músculos, que durante toda a extensão do joelho é responsável pelo deslocamento adequado da patela [3], definido por WEISS  et al (1997)[10] como um músculo grande e poderoso e  por Passos  e Cerqueiro (2003)[11] visto  como principal estabilizador  dinâmico. Tão logo qualquer disfunção na estrutura que proporcione desalinho patelar resultará num deslocamento inadequado da patela, favorecendo o processo patológico da síndrome em questão.
            O desequilíbrio de forças entre a musculatura agonista  e antagonista e até  mesmo uma hipotrofia  entre esses músculos levam a uma desestabilidade articular possibilitando as lesões [12].
O grupo muscular do QDPS cruza anteriormente a articulação sendo este o primeiro músculo  a atuar no movimento de extensão do joelho [1]. Para Grossi   et al (2004) [8] e Abreu  et al (1998) [13]  o responsável pela instabilidade patelofemoral é o aparelho extensor . 
Mesmo se tratando de uma patologia de etiologia desconhecida podem-se observar fatores associados ao processo, incluindo: traumas diretos, fraturas, subluxação patelar, aumento do ângulo Q [14]. Esta disfunção resulta na lesão da cartilagem articular que está entre a tróclea femural, e a região posterior da patela envolvendo  uma ou mais porções  patelares [4,14].
 A SDFP caracteriza-se por um desgaste da cartilagem hialina, que inicialmente é dado por fissura ou amolecimento e num estágio mais avançado há o desgaste total da cartilagem  levando ao comprometimento do osso subcondral [1,2,4] , levando a grande maioria dos portadores de SDFP a queixas do tipo: dor difusa, crepitações,  rigidez articular, edema, distrofia na pele[15] .
            O fato de não haver um consenso literário sobre a causa específica para o processo patológico, dificulta a abordagem sobre a SDFP. Em contrapartida são acessíveis diversos meios avaliativos que tornam possíveis a percepção de disfunção osteomuscular e/ou osteocondral. Embora Belchior et al (2006) [16]  concordarem que a SDFP seja de etiologia desconhecida, esclarecem uma classificação  dos fatores etiológicos como sendo intrínsecos e extrínsecos, mesmo assim  sendo vista de forma bastante ampla.
Geralmente a SDFP acomete indivíduos atletas, população sedentária do sexo feminino, adultos jovens [17], e indivíduos com excesso de peso [6].
 Uma alteração mecânica do mecanismo extensor do joelho promove a falta de apoio adequado, uma hipopressão, ou até mesmo uma hiperpressão patelar tornando mais susceptível o desgaste da cartilagem por  provocar alterações nutricionais da mesma. A medida que este desgaste se acentua há o  comprometimento do osso subcondral. Esse desgaste é caracterizado por um amolecimento ou fissura da cartilagem hialina na superfície posterior da patela ocorrendo a fragmentação de parte desta cartilagem, havendo  perda desta, e  envolvendo uma ou mais porções da patela, é o que se denomina a condromalácea patelar [4,12,14,18]. Filoni et al 2006 [19] falam sobre a perda da função normal  da marcha na presença da instabilidade, na importância da harmonia funcional para o acontecimento da marcha.
O programa de tratamento busca melhorar as disfunções patelares, através de exercícios em cadeia  cinética aberta (CCA) e cadeia cinética fechada (CCF), considerando eficaz o  tratamento conservador [6]. Na definição dos tipos de cadeia cinética Weiss  et al (1997)[10], relatam que numa cadeia cinética aberta o segmento distal encontra-se livre no espaço, enquanto no tipo de cadeia cinética fechada o segmento distal encontra-se num ponto fixo e se faz necessário que todos os segmentos se movam, ao contrário da cadeia aberta que independerá do movimento dos seus seguimentos.
  Os exercícios em CCF aproximam-se mais das práticas esportivas, entende-se que há uma funcionalidade maior dos grupos musculares [20], tanto agonistas como antagonistas, e proporcionam ganho de força muscular. Os exercícios em CCA são mais leves por exigirem do músculo agonista apenas a contração isométrica ou isotônica. Esse exercício é descrito como não funcional por não haver propriocepção articular e  força de compressão  tibiofemoral [13].
Muitos profissionais adotam um ou outro tipo de exercício, ou até mesmo os dois tipos, mesmo esses dois tipos de exercícios tendo uma influência artrocinemática diferentes entre si [21].
            Tendo em vista as considerações apresentadas é imperativa a conscientização deste processo patológico, assim como das repercussões dos exercícios de CCA e CCF para utilização de técnicas terapêuticas adequadas na obtenção satisfatória dos seus resultados.
Esse desaranjo biomecânico deve ter como primeira opção de tratamento o método conservador, através de exercícios cinéticos em CCF ou CCA.  Fehr  et al  (2005) [5] relatam que a partir da década de 80 o uso de exercícios em CCF tem aumentado, por ser possível reproduzir padrões de movimentos funcionais.           
O presente trabalho buscou avaliar nível de conhecimento de fisioterapeutas da cidade do Recife que atuam na área de traumato-ortopedia, no tratamento de indivíduos portadores da SDFP, quanto ao uso dessas duas modalidades de exercícios.
Embora esta síndrome seja classificada como sendo de causa inespecífica e desconhecida dificultando na elaboração adequada de tratamento, existem artigos que mostram efeitos satisfatórios com o tratamento conservador, observando-se resultados mais satisfatórios com o uso de exercícios em CCF.
Através deste trabalho buscamos investigar se a conduta dos fisioterapeutas condiz com as técnicas que artigos científicos expõem e relatam resultados satisfatórios.


2. MATERIAL  E  MÉTODO

2. 1. ASPECTO ÉTICO

            Este estudo foi avaliado e aprovado pelo comitê de ética do Hospital Agamenon Magalhães, situado na cidade do Recife, conforme normas de resolução 196/96 na data 29/03/2007.

2. 2. ELABORAÇÃO DO QUESTIONÁRIO

            O questionário foi elaborado pelas acadêmicas de fisioterapia ao perceber os parâmetros que seriam representativos na avaliação do tema. È claro que essa percepção decorreu do alicerce científico observado na literatura.

2. 3. COLETA DE DADOS

            O presente trabalho foi realizado com a distribuição de 31 questionários, atingindo fisioterapeutas atuantes que alegaram tratar a síndrome da disfunção femoropatelar (SDFP).
Mediante um questionário de múltipla escolha e com figuras ilustrativas para a aplicabilidade de exercícios em cadeia cinética aberta e fechada para a SDFP, os resultados obtidos foram apurados e avaliados. Sendo aceitável conter mais de uma resposta como resultado e possíveis observações. As pesquisadoras aplicaram o instrumento.
  Para fundamentação do estudo, a busca de base dos dados foram realizadas em artigos publicados na Scielo Brazil, Revista brasileira de fisioterapia, Revista brasileira de medicina  do esporte, Acta ortopédica brasileira, Revista de Terapia Manual, FisioBrasil  e livros referenciais.
Em posse da pesquisa apurada, e das leituras realizadas foram comparados os métodos utilizados na pratica diária de 31 fisioterapeutas com os métodos que artigos científicos provam ser eficaz na reabilitação de um indivíduo com SDFP.

2. 4. ANÁLISE ESTATÍSTICA

Este número foi estimado através de uma análise estatística pelo método quantitativo amostral.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Concordando com Abreu et al. (1998)[13], o tratamento da síndrome da disfunção femoropatelar (SDFP) tem eficácia discutível a longo prazo.
 Para o presente estudo foram elaborados 45 questionários, onde apenas 31 questionários foram respondidos portanto sendo esta população de fisioterapeutas que compuseram este resultado. (Gráfico 01)
(Gráfico 01)

Os resultados obtidos nesse estudo demonstraram que há variância quanto ao protocolo de tratamento na utilização de exercício em cadeia cinética aberta (CCA) e cadeia cinética fechada (CCF), enquanto nas referências citadas não encontramos protocolos em que fossem determinados os tipos de exercícios para a fase de reabilitação. Abreu et al (1998) [13] concluiu que é relevante considerar  o estado do paciente verificando assim o grau de dor,  satisfação e regularidade do exercício. (Gráfico 02)

(Gráfico 02)

Apesar da  SDFP  ser  de etiologia desconhecida, muitos autores como: Lima et al 2005[3] ,Siqueira et al 2005[9], César et al 2007 [15], Lustosa e Favarini 2007 [22] concordam que há uma insuficiência do músculo vasto medial oblíquo (VMO), ou relate apenas uma deficiência do sistema do aparelho extensor como Abreu et al (1998) [13] .
No ano de 2004 Souza et al [23]  concluiu que o exercício de cadeia cinética aberta com contração isométrica  do músculo quadríceps  com joelho a 60º graus de flexão que o músculo vasto lateral longo (VLL) possui atividade  maior que o VMO, Grossi  et al (2004) [8]  concluiu que a extensão isométrica a 15º o MVLL apresentou mais atividade que o músculo vasto medial obliquo (VLO) e a 90º os músculos VMO e VLO  apresentaram mesmo comportamento, nos dados apurados 14 profissionais adotam CCA com angulação de 30º isto não entra como acordo com a literatura pesquisada.
Lima et al (2005)[3] não observou sobreativação para o VMO através do exercício em CCA mesmo variando a velocidade  angular e diferentes pontos de fixação de um tubo elástico.
Nos dados adquiridos 21 profissionais relatam fazer uso do recurso de CCA em decúbito dorsal, rotação externa de fêmur para a elevação da perna reta. Esta informação condiz com o estudo de Laprade et al e Fonseca et al  apud Lustosa e Favarini (2007) [22] onde avaliaram uma série de exercícios CCF e CCA sendo sugerido os exercícios envolvendo a extensão de joelho e associado a rotação da tíbia, podendo este exercício apresentar uma melhor relação entre os músculos  VMO e VLL.
O exercício de semi-agachamento com apoio bipodal, joelho em flexão de 15º a 45º é dado por 27 profissionais e sendo compatível com Oliveira et al (2006) [7[  que relata a angulação de 45º de agachamento facilitador da ativação do VMO em cadeia cinética fechada, concordando com Grossi et al (2005) [6] que voltou seu estudo a angulação de 45º a 60º considerando maior ativação dos músculos estabilizadores da patela o agachamento a 60º.
            Não houve especificidade alguma na utilização do exercício em CCA e /ou CCF em alguma fase do tratamento, sendo mais utilizado pelos entrevistados o uso de CCA no inicio do tratamento e CCF no final do tratamento.

(Gráfico 03)

            Mesmo havendo neste estudo apenas uma citação de citação (LUSTOSA E FAVARINI ,2007 [22]) que trouxe o estudo da rotação externa do fêmur, com o movimento de flexão de quadril com elevação da perna reta , há uma aceitação onde 21 dos profissionais utilizam este exercício.


4. CONCLUSÃO

Concluímos que é necessário o conhecimento das causas multifatoriais que levam a  Síndrome da disfunção fêmoropatalar (SDFP). O presente estudo demonstrou que os fisioterapeutas pesquizados utilizam tanto a cadeia cinética aberta (CCA), quanto cadeia cinética fechada (CCF) para tratar a disfunção citada.
            Apesar dos resultados obtidos terem sido satisfatórios com retorno normal às atividades da vida diária, ou com retorno de 75% dos pacientes tratados, sugerimos que seja feito um estudo através de um esquema de protocolo contendo fases de tratamento, com pesquisas experimentais randomizadas, uma vez que os autores citados se utilizaram apenas de um tipo de exercício para estudo de ação  do grupo muscular Quadríceps especificamente a relação entre os músculos vasto medial oblíquo, vasto lateral longo e vasto lateral oblíquo.

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